Dia simpático no hospital. Cirurgia oncológica e depois neonatal. Ambos por via aberta e ambos operados pelo Prof Chefe. O resto não tem hipóteses… Pelo meio, graças ao recém-criado network de internos consegui estudar um pouco e passar uma hora no centro de simulação, a tentar inventar uma modelo para treinar pieloplastias. Há uma idéia no ar com luvas de cozinha, segunda feira me dedico outra vez ao tema. Parece um dia curto, mas saí do hospital às 19h.
A caminho de casa, tentativa falhada de comprar tortelinni para o jantar: sold out. É o problema da pasta fresca… sniff sniff. Não sendo essa gulodice, seria outra, pelo que fui correr para merecer o jantar. A vida sem bancos realmente é maravilhosa. Em 2 semanas já consegui passar dos 3km a morrer para 4,5 tranquilos. Eu sei que para parece pouco, mas para quem detesta correr e nunca foi grande fã de cardio é mais do que bom. Antes de voltar passo a marca dos 5km, o que ando a tentar fazer há 5 meses à beira do Tejo…
Depois da aventura do outro dia não me aventurei para muito longe e diverti-me só a fazer quadrículas no meu bairro. Os passeios foram asfaltados recentemente (não há cá calçada portuguesa), pelo que o piso é regular e quase fofinho. As ruas são todas arborizadas, de modo que dá para correr à sombra. A corrida não é longa o suficiente para se tornar aborrecida, e a segurança de saber que se me cansar estou perto de casa acaba por ser uma motivação. Assim como os gelados daqui.
De noite, apesar do cansaço, reuni energias e fui encontrar-me com o meu companheiro de casa e uns amigos no centro da cidade. Estava uma noite demasiado agradável para não aproveitar. Bolonha de noite muda de cara. Perde o seu ar de senhora digna e vira qualquer coisa entre o boémio e o Punk. Muito preto, muita renda, muita tatuagem e muito mau corte de cabelo. E muita gente na rua.
Outra vez, a sorte protege os audazes que resolvem sair de casa mesmo podres. Apesar da sobrepopulação do bar onde estavam tinham arranjado uma mesa na esplanada. As minhas perninhas cansadas agradeceram. E apercebi-me que não conhecia cervejas italianas, para além da Peroni, que é claramente cerveja de estrangeiro. Pelo aspecto dos copos espalhados pela mesa a moda da cerveja artesanal também chegou aqui. Mas não tinham grande aspecto: cara de Guinness quente e sem gás. Portanto acabei por pedir ao Bartender simpático a cerveja mais fresca que eles tivessem. Ainda me perguntou mais 2 ou 3 pormenores (não se pode ser um bar com pretensões hipster e não se tentar fazer uma análise cuidada da personalidade do cliente para adequar a cerveja a ela). E acertou em cheio. Já me esqueci do nome, mas era uma “blanche bier” doce e fresquinha. Saborosa, apesar do aspecto de limonada.
Depois de uma hora de conversa agradável e algumas dicas de viagem lá me arrastei para casa. E como uma boa italiana comprei 2 fatias de pizza para me fazerem companhia no caminho.
Sem comentários:
Enviar um comentário