terça-feira, 9 de maio de 2017

Parlando italiano

  Ao contrário do que eu temia, o primeiro dia do Master só com prelectores italianos até correu bastante bem. Tirando um todos fizeram o esforço de falar em inglês, e aquele que falou em italiano conseguiu faze-lo a uma velocidade que me permitiu compreender a esmagadora maioria do conteúdo. E para dizer a verdade o que eu não percebi foi porque estava meia a dormir depois do almoço...
 Na ausência de convidados estrangeiros a discussão foi breve. (Atenção, começa o comentário cirúrgico). Sessão maioritariamente dedicada à Urologia, que me deixou ainda mais curiosa com o Lich-Gregoir laparoscópico. Ao menos um expert em scopia que assume que em determinados doentes mais vale avançar por via aberta. Very refreshing. Fiquei novamente surpreendida com a quantidade de nefrectomias que fazem por estes lados. Como comentou uma amiga, deve haver muita gente a acordar numa banheira cheia de gelo em Bolonha...
 A discussão breve associada à constipação de uma das doentes programas para a cirurgia ao vivo (afinal não é só no HDE que há chumbos na boca de cena) deram direito a tarde livre a partir das 15. Entre um passeio pela cidade à chuva com a malta do Master e uma sesta preferi o segundo.
 Mas a ida para casa não foi grande idéia. Dia feio + cansaço = blues. Bateu uma saudadinha de casa, que tentei inutilmente colmatar vendo videos do websurg para preparar para a sessão prática do dia seguinte. Não funcionou, e acabei enrolada nas mantas vendo Modern Family para animar.
 Sem grande vontade, a fazer um bocadinho de birra, lá me arrastei
para o Social Dinner do master, como sempre no Al Campione. Saquei uns podcasts (viciada no storytelling do The Moth), vi rapidamente o caminho no Google Maps (o que é que as pessoas faziam da vida antes dos smartphones?), e saí arrastando os pés preparada para
uma caminhada de 45 minutos. Que lavou a minha alma. Final de dia entre o cinzento e o azul, uma história hilariante nos ouvidos que me fez rir alto e a descoberta de uma série de pormenores bolonheses num caminho que pensava já conhecer. Fiquei tão bem disposta que nem me aborreci quando me apercebi de que tinha errado algures a meio do caminho e estava a 20 minutos do restaurante à hora do jantar.

 No entanto, essa hora a andar deve ter servido apenas para queimar as entradas. Desfile de especialidades de Bologna. No final foi uma sorte não ter comido até o prato...

 Your moment of Zen:
 Se calhar sou só eu que tenho uma mente podre...

 



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